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Gumbo Verde de Moroheiya com canjiquinha e vegetais grelhados

Gumbo VerdeEstou interessada, no momento, em pesquisar vegetais menos convencionais, de mais difícil acesso no Brasil ou espontâneos mas pouco cultivados.

Nessas buscas, encontrei o “Corchorus olitorius”. Os nomes comuns são bai po (culinária tailandesa), molokhia (culinária egípcia), mulukié (culinária libanesa), moroheiya (culinária japonesa), espinafre egípcio ou córcoro.

Nesse mês de março está sendo vendida pela Yamaguishi Orgânicos.

Essa verdura são as folhas jovens da planta utilizada para produção de juta, da mesma família da malva. A folha contém uma mucilagem semelhantes à do quiabo ou da ora-pro-nobis. Algumas pesquisas indicam propriedades anti-inflamatórias do ácido corcórico presente nas folhas.

Esse  vegetal verde escuro é uma ótima fonte de fibras solúveis e insolúveis, potássio, ferro, cálcio, magnésio, fósforo, selênio e antioxidantes.

MoroheiyaUSO: Das folhas secas pode-se fazer chás ou, moídas e peneiradas, para farinhas que podem enriquecer e colorir massas. As sementes também podem ser consumidas. Pode ser consumido cru (tem textura e sabor bem suaves), mas as folhas normalmente são refogadas, utilizadas em cozidos, em massas ou apenas escaldadas e servidas em macarrão ou sopa. Os talos não são aproveitáveis (muito fibrosos, como um galho, mesmo).

Após despinicar para utiizar somente as folhas, podem ser usadas inteiras, picadas grosseiramente ou picadas muito bem com mezzaluna ou processador.

Para aproveitar a mucilagem, o que eu queria aqui era algo como um Gumbo Verde – sem necessidade de muito quiabo – então decidi servir com canjiquinha de milho e vegetais grelhados. Também preferi não picar demais, queria sentir os pedaços de folha. E se você tem problemas com “baba” de vegetais, esqueça esse prato; a intenção aqui é aproveitar essa propriedade, não tentar se livrar dela.

RECEITA: 

Para os vegetais: fazer uma marinada de vegetais a gosto (usei abobrinha, quiabos inteiros, milho verde e pimentão) com limão (tirei a casca e cortei em cubos), páprica, pimenta da jamaica, sal, melado e óleo. Misturar bem, deixar descansar uns 15 minutos e depois grelhar.

Para a canjiquinha: Deixar 1 xícara de canjiquinha/quirera de molho em água por duas horas. Escorrer, ferver 3 xícaras de caldo de legumes e cogumelos (nesse caso eu resolvi trocar o salsão e alho poró por erva cidreira e nirá. Usei talos de cogumelo salmão, era o que eu tinha disponível); quando estiver em ebulição coloque a canjiquinha. Cozinhe em fogo baixo, com tampa, mexendo de vez em quando para que não grude no fundo da panela. Assim que estiver cozido e com pouco líquido, finalize com uma colher de Manteiga Vegetal Navegação VegVida (ou azeite, ou gordura de coco)

Para o “gumbo verde”: Refogar em 3 colheres (sopa) de óleo 1/2 cebola picadinha (brunoise) e 3 dentes de alho amassados. Abaixe o fogo e vá mexendo até ficar bem dourado (o alho vai estar próximo de queimar, então tome conta da panela). Adicione uma pimenta dedo de moça grande (eu retirei a pele queimando na boca do fogão para modificar o sabor. Como eu queria mais picante, usei também as sementes; isso tudo é opcional), 1/2 xícara de quiabo em rodelas e um maço de moroheiya (aproximadamente 200g de folhas já sem o talo). Tempere com páprica, pimenta branca, orégano e (opcional) sementes de coentro. Mexa para misturar bem e adicione 3 conchas de caldo de legumes e cogumelos; tampe e deixe cozinhar em fogo baixo por aproximadamente 10 minutos para obter um molho grosso.

Sirva quente.

Renata Octaviani Martins – VegVida

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