default-logo

Sopa de macarrão e vegetais do Sr. Ping

O desenho Kung Fu Panda nos apresenta um simpático ganso – pai adotivo do personagem principal – que é o dono e cozinheiro em uma “loja de sopa de macarrão”.

Esse é o Senhor Ping, o mestre dos noodles. O desenho tem diversas referências à sopa (e seu “ingrediente secreto”, que na verdade é apenas a expectativa criada sobre a mesma) e certamente deixa qualquer criança curiosa com o prato.  Adultos também.

Cebola, bok choy (repolho chinês), nabo redondo, cenoura, alho poró, cogumelos, gengibre, alho, shoyu e macarrão são citados como ingredientes nos primeiros 53 segundos do episódio especial de Natal de 2010. Não utilizei exatamente os mesmo ingredientes (alguns por preferência, outros pela dificuldade de serem encontrados) e tive que inventar uma foma de preparo . Também utilizei o macarrão pronto, embora preparar macarrão fresco à moda chinesa (formando os fios à mão numa massa bem trabalhada – e por isso, bastante elástica – dobrando e esticando continuamente) possa ser tentado pelos entusiastas.

As tigelas para serviço e hashis são opcionais, mas definitivamente fazem parte da experiência. Podem ser encontrados justamente nas lojas que vendem produtos para culinária japonesa, que podem fazer parte de um passeio e garantem um melhor preço para shoyu, óleo de gergelim, macarrão e cogumelos.  Uma sessão de “cinema em casa” pode tornar tudo mais divertido.

Os ingredientes sólidos são consumidos com o hashi e o caldo da sopa pode ser tomado com colher (tradicional ou japonesa) ou bebido diretamente. 

Ingredientes: 

Para o caldo:

  • 6 xícaras de água
  • 2 colheres (sopa) shoyu
  • 2 colheres (chá) de açúcar (mascavo, demerara, orgânico ou refinado)
  • 2 dentes de alho em fatias
  • 1 folha de louro
  • 1 ramo de sálvia fresca (opcional; pode-se usar outros temperos como o salsão, a salsinha e o alecrim)
  • 1 pitada de cúrcuma e 1 pitada de colorau (isso deixará o caldo mais bonito e possibilita controlar a cor; mas ambos são opcionais)
Para o refogado: 
  • 1 alho poró em rodelas, somente a parte branca
  • 1 colher (sobremesa) azeite
  • 1 colher (sobremesa) óleo de gergelim torrado (se você não tiver e por acaso tiver tahine em casa, pode usar o óleo que normalmente  fica na superfície também. Mas é essencial em culinária chinesa e pode fazer toda a diferença num prato de yakissoba)
  • 1 colher (sobremesa) gengibre fresco ralado (rale no sentido contrário das fibras)
  • 1/2 nabo médio em rodelas (se você tiver acesso, pode utilizar um kabu também, que é o nabo redondo)
  • 1 cenoura média em rodelas
  • 100g de cogumelo paris fresco em fatias
  • 100g de shimeji preto separado em pequenos bouquets. Reserve parte dos talos também.
  • 1 xícara de acelga picada (ou, caso encontre, utilize bok shoy/chingensai)
  • 1 xícara de repolho roxo picado
  • 250g de macarrão seco para Udon (normalmente não contém ovos pois é completamente branco, mas verifique)
  • sal a gosto
  • Água quente q.b.
  • cebolinha verde picada ou nirá
    >> utilize duas panelas, para facilitar.
Modo de Preparo:
Caldo: coloque a água para ferver e adicione os demais ingredientes do caldo. Depois que ferver, mantenha em fogo baixo enquanto prepara os demais ingredientes.
Legumes: em outra panela aqueça o azeite e o óleo de gergelim. Refogue o alho poró até começar a dourar. Acrescente a parte dos talos de shimeji reservados, gengibre, cenoura e nabo e mexa sempre por uns 2 minutos. Adicione os cogumelos paris fatiados. Retire as folhas de louro e de sálvia do caldo, transfira para a panela dos vegetais – tenha certeza de que é suficiente para cozinha a massa, colocando um pouco mais de água se necessário – e deixe ferver. Adicione o macarrão (via de regra, cozinha em 6 minutos). Um minuto antes de terminar o cozimento do macarrão, adicione os bouquets de shimeji. Quando o macarrão estiver completamente cozido, desligue o fogo, adicione a acelga e o repolho e tampe para abafar.
Sirva imediatamente, colocando porções que contenham macarrão, vegetais e caldo nas tijelas, polvilhando com a cebolinha.
Sobre o autor